Colossenses: AULA 12– Cap. 4.2-6: Intercessão e testemunho


2 Perseverai na oração, vigiando com ações de graças.


Perseverança: ideia de continuidade, pois surgirão diversos obstáculos que dificultarão tal tarefa.

Oração: sua definição mais singela é a forma como falamos com Deus (ainda que sem palavras), expressando comunhão.

Vigiando: a ideia é de estar alerta, atento a todos os acontecimentos, e fazer de todos eles motivos de oração. Orar por um milagre, como Ana; orar pela família, como Jó; orar por livramento, como Davi; orar pelos irmãos, como Paulo. Além disso, deve-se orar pela nação, por melhores dons, pela volta do Senhor, por capacitação, entre muitas outras coisas.

Ações de graças: a oração também tem que trazer a confiança de que será atendida. E diante disso, o cristão sabe que sua vida é um dom, e tem o coração em constante agradecimento.


3 Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado;

Súplica, ao mesmo tempo, também por nós: orar com bastante rogo, insistência, intensidade. Ou seja, Paulo coloca-se a si e os seus como incluídos em todos os motivos de oração da comunidade.

Para que Deus nos abra porta à palavra: veja que Paulo não pede que sejam abertas as portas da prisão onde se encontra, mas que seja dada oportunidade para ele pregar ainda mais. Não é a primeira vez que ele quer pregar em uma situação de prisão. Paulo pouco se importa com sua própria vida; se importa mais que o evangelho seja anunciado. Ele reconhece que é o próprio Deus que cria oportunidades para que a Palavra seja anunciada!

A fim de que falemos do mistério de Cristo: o Senhor é o assunto do apóstolo Paulo, qual seja, o Cristo. Mistério, porém, agora revelado. Muito provavelmente Paulo discorreria desde os tempos da lei de Moisés, passando pelos salmos e profetas, demonstrando que Jesus era o Cristo. Mesmo àqueles que não fossem versados no antigo testamento, Paulo argumentaria a ponto de chegar à Jesus. Falar acerca do Cristo, sua vida e obra, era o motivo da existência de Paulo.

4 para que eu o manifeste, como devo fazer.

Paulo pede sabedoria a fim de que manifeste o Cristo, ou seja, que faça com que ele, o Senhor, seja compreendido na mente de seus ouvintes. Paulo pede oração para que saiba “como deve fazer”, ou seja, como deve falar a fim de fazer com que o mistério de Cristo seja compreendido. A ideia envolvida não é que ele somente diga a verdade, mas O MODO como ele irá dizer a verdade. Muitas vezes, mesmo falando o que é correto, corremos o risco de fazer mais mal do que bem. Por isso, não somente devemos FALAR corretamente acerca do evangelho, mas também falar de um MODO CORRETO, apropriado, para cada ocasião, e esse dom vem de Deus.

5 Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades.

Portar-se com sabedoria é não agir de forma tola, displicente, sujeita à desaprovação por motivos incorretos.

Para os que são de fora: entende-se, os que ainda não fazem parte do círculo dos fiéis.

Aproveitai as oportunidades: há algumas ideias envolvidas: a) aproveitar ao máximo cada oportunidade que surgir; b) criar as oportunidades para que sejam aproveitadas. Mas essas oportunidades devem servir para que? Para compartilhar o evangelho!


6 A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.

Ou seja, assim como Paulo pediu sabedoria a fim de que modo falar, também determina que a fala dos seus leitores seja sempre agradável. Ou seja, a melhor e maior forma de ser agradável é a de falar a verdade em amor. Uma pessoa moralista (que quer sempre dar lição de moral), ou o famoso “dono da verdade”, ou que sempre “aplica um sermão” ao seu ouvinte, não dando espaço para que o outro se manifeste, ou alguém que fala em tom de voz desnecessariamente destoante, entre outras coisas, é alguém bem desagradável, e presta um desserviço ao evangelho.

“Temperada com sal”: é uma forma de dizer que a palavra é agradável, pois “temperada”. Não é uma linguagem sem sabor, sem gosto, desinteressante como um alimento destemperado.

“Para saber como responder a cada um”: é possível que a ideia envolvida é que a medida que o cristão compartilha o evangelho, com sabedoria, e de modo agradável, isso irá suscitar dúvidas nos ouvintes. E os fiéis devem estar preparados para responder bem a cada um que perguntar. Para responder bem, há pelo algumas coisas que o cristão deve fazer: a) saber ouvir a pergunta que lhe está sendo dita; b) ter conhecimento da Palavra; c) estar sensível à direção do Senhor, daí a necessidade de constante oração.

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